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terça-feira, 24 de julho de 2007

O Inevitável

Infelizmente, tudo chega ao fim. Se existe algo que é inevitável, é isso, o fim, o termino, o final, o encerramento, Não tem jeito, tudo termina.

Não, não estou anunciando o fim do blog, mas sim da excelente publicação de Terry Moore, Strangers in Paradise. Com a publicação do número 90, termina a saga de Francine, Katchoo e David. 90 números são pouco mais de 8 anos, mas na verdade SiP existe desde 1993, quando foi publicada a primeira revista, "Breaking up is hard to do" (ou algo assim), publicada pela Antarctic Press. Passou a ser publicada pela editora do próprio Moore, Abstract Studios, foi pra Image, e voltou pra AS, onde ficou, até o dia do lançamento do último número da revista, mais precisamente 6 de Junho de 2007.

SiP foi vencedora do Eisner Award, em 1996, o Reuben Award, em 1997, e o Glaad Award, em 2001. A melhor maneira de ler esta espetacular série é atraves de seus 19 TPs.

Em outro post falo mais sobre a trama, os personagens e todo o resto que compõem esta espetacular série.

Por enquanto, você pode ir lendo esta entrevista com Terry Moore, no site CBR.

domingo, 17 de junho de 2007

Assim não dá pé...

Dificuldade de desenhar pés? Francamente...

Me lembra as impossibilidades anatômicas da persona non-grata mais famosa dos quadrinhos Rob Liefeld.







segunda-feira, 11 de junho de 2007

Uma exclusiva com Brian Wood, de DMZ!

Recentemente entrevistei, por email, o autor do excelente DMZ. Como fiz diversas perguntas, vou quebrar em duas partes, e manterei no original, em inglês.

Divirtam-se!

Comixs: You did some very successful indie comics, like couscous express, couriers and demo. However, before that, you had already worked at Marvel, with Warren Ellis! How was it that you started mainstream, went to creator-owned and now is back with a big publisher?

Brian Wood: I actually started creator-owned, self-publishing my own comics in college and then creating CHANNEL ZERO for Image Comics. That was my first serious book. After that I spent a year on GENERATION X at Marvel, but all the ideas I had for comics weren't really superheroes, and I realized I would better spend my time doing my own thing. Now, even though I am working for Vertigo, I still do creator- owned work.

C: Your career has been, let’s say, diverse: You’ve worked for Rockstar Games, for dot.coms, as a graphic designer and now as a writer. How was that? Can you tell us a bit of your career, how it started, and where you are going now? What can we expect from Brian Wood in the future?

BW: Well, you summed it up pretty well. Those office jobs were just to pay the rent while I worked on my comics career. I had made up my mind that I wanted to write and draw comics all the way back in 1996, but it wasn't until 2003 that I was able to stop working these day jobs, like at Rockstar Games, and support myself with comics only.

C: Specifically on comics: How did you break into the industry? What was the beginning like?

BW: I just worked and worked and worked and submitted proposals to anyone I could think of. Image Comics were the first ones to offer me a deal. It took a couple years, but patience is key.

C:Still comics: How does a writer enter comics? I see hundreds of articles on how an artist should submit stuff, but what about the writer?,

BW: Same way. This is not a simple question to answer, and there is no one way to answer it. But generally the best way to get work as a writer is to write comics. Self-publish, or find an artist and pitch books together. Show that you can actually do the work.

C: What is it like at DC/Vertigo? It seems that, nowadays, 8 out of 10 comics I read are Vertigo. Do you also feel that this publisher has such a huge share of the “adult” market? What is a working day for Vertigo like?

BW: I think Vertigo is the most exclusive publisher out there. They have a relatively small lineup of titles, and every single one of them has this level of quality and sophistication that you don't always see elsewhere. And they are a rarity in the American comics industry, offering the chance to do creator-owned work at a high level with good money.

My working day is always the same: I sit in my little office and write. It never changes!

C: What are you reading nowadays? Comics?

BW: Not many. I read Garth Ennis' PUNISHER, I read a lot of manga. I really like SCALPED, and I'll buy anything Warren Ellis puts out.

C: What is your process of coming up with a story? Do you have the overall plot and write chapters/issues, or do you treat each issue individually? How do your editors interact with you? Are you given a major storyline and then develop it?

BW: Well, my work is my own, so no one gives me storylines. I'll come up with an idea and roughly plot it out over five issues or so (or however long it is) and then just start writing the scripts. My editors are great. They have solid feedback and don't try to interfere when its not needed. Pretty much I work alone.

C: How long does it take to write an issue of DMZ, for example?

BW: I have no idea. It varies so much and I work on other projects at the same time. Maybe ten days?
C: How’s your relationship with Riccardo (desenhista da revista DMZ) ? Do you storyboard for him?

BW: No, I let him do all of that. I love Riccardo - I don't think he is capable of drawing anything badly.

Espero que tenham gostado. Em breve, a segunda parte da entrevista!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

E agora, Charles?

Ainda no ritmo do World War Hulk, uma imagem vale mil palavras:





quarta-feira, 23 de maio de 2007

Um curta bem legal!

É uma pena Watterson não liberar a licensa para fazerem mais com o Calvin... esse curta mata as saudades!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mioolos

Em um futuro próximo, um evento apocalíptico irá zumbificar todos os mortos, fazendo com que os vivos passem o resto dos seus dias tentando não se tornar o próximo almoço de um morto-vivo podre e fedorento.
Esta trama, usada em quase todos os filmes de zumbi a partir do clássico de George Romero "A Noite dos Mortos-vivos", é o mote para a excelente publicação da Image Comics, "The Walking Dead", escrita por Robert Kirkman (do excelente Invincible) e desenhada por Tony Moore (Battlepope) e depois Charles Adlard (2000 AD).

Começamos da mesma forma que o filme 28 Days Later (Extermínio, no Brasil) do inglês Danny Boyle, com o mundo a caminho do fim e os mortos se levantando, e com fome. Não é explicado se a razão dos mortos andarem é biológica (um virus, como em Extermínio e nos filmes de George Romero) ou sobrenatural. A história é em torno do policial de kentucky Rick Grimes, e sua saga pelos Estados Unidos enquanto tenta sobreviver neste nefasto mundo. No primeiro número Rick e seu parceiro Shane estão em um tiroteio com um bandido. Rick é alvejado, apaga, e acorda um tempo depois em um hospital, totalmente sozinho (exatamente como em Extermínio). Rick sai do hospital, volta para a casa, e começa a encontrar sobreviventes...

A série é bastante divertida, e o grupo passa por diversas situações em seu éxodo através do pais norte-americano. Foram lançadas 6 coletâneas até agora: Days Gone Bye, Miles Behind Us, Safety Behind Bars, The Heart's Desire, The Best Defence e This Sorrowful Life. O legal de Walking Dead é o drama psicológico, pois o stress da sobrevivência diária leva todos ao limite, e todas as mazelas ficam expostas (e os esqueletos fora dos armários, literalmente). Outro ponto altamente positivo é a arte - sendo em preto-e-branco, Charles Adlard consegue imprimir um tom sombrio, direto... Não deixaria nada a desejar ao melhor filme de zumbis.

O tema mortos-vivos sempre rendeu bons frutos. No cinema, tivemos os filmes de Romero, assim como a clássica comédia "Return of the Living Dead", "Re-animator" (inspirado em um conto de H.P. Lovecraft) e recentemente "Extermínio". Nos quadrinhos, temos agora Walking Dead, que é excelente. O tema foi tão bem explorado que até a marvel entrou na dança, e zumbificou seus principais personagens em "Marvel Zombies" (onde eles comem ninguem menos que... Galactus!)

Para fechar, uma curiosidade: O primeiro personagem vivo que o policial Rick Grimes encontra, Duane Jones, é um tributo ao ator que fez o papel de Ben, um dos sobreviventes na casa abandonada da Pensilvânia, no primeiro filme de George Romero - The Night of the Living Dead.

Miooooooolos!

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Punho de Ferro

No meio dos anos 70, com toda a loucura em volta de artes marciais, kung-fu e Bruce Lee, a Marvel aproveitou o bonde e criou o personagem Punho de Ferro, idealizado por Roy Thomas e Gil Khane, uma mistura de Batman com Bruce Lee. A serie durou 15 números, acabando juntamente com a onda das artes marciais e a guerra do vietnã.

O personagem, entretanto, não foi para o limbo. Apareceu em alguns números do Homem-Aranha, e logo em seguida foi criada uma das duplas de maior sucesso da Marvel - Daniel Rand se tornou amigo de Luke Cage. heroi de aluguel, e outro fruto dos anos 70 , com a Marvel agora tentando capitalizar em cima de Blaxploitation. A dupla teve uma longa série, indo de cerca de 1974 a 1986.

Enquanto Cage se tornou um personagem razoavelmente famoso, e importante na série de Brian Michael Bendis, Alias (nada a ver com a série de TV de JJ Abrams), o Punho de Ferro continuou na segunda divisão, até que, nas histórias recentes do Demolidor, voltou a aparecer (muito devido aos esforços de Ed Brubaker).

Desta vez o Punho de Ferro acertou em cheio, e o próprio Ed Brubaker, junto a Matt Fraction, Kevin Huxford e Koben Kelly estão relançando o heroi, com a revista Immortal Iron Fist.
As histórias novas contam sobre o legado do Punho de Ferro, seus combates com a Hidra e como o personagem vem a se colocar neste mundo pós-Civil War. Daniel Rand teve histórias muito boas escritas no passado, publicadas aqui no Brasil na saudosa Herois da TV, e merece este revival.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Que mega cross-over!

A pancadaria vai comer solta no próximo cross-over entre a Marvel e a Top Cow. A revista, chamada Unholy Union, será uma publicação de formato especial com ninguem menos que Witchblade, Darkness, Motoqueiro Fantasma, Hulk e o Doutor Estranho!

Escrita por Ron Marz e desenhado por Michael Broussard, a história conta o destino de Jackie Estacado, chefe da máfia, ao escapar de ser preso após ser finalmente julgado. Jackie, amaldiçoado com o legado de ser o Darkness, pode escapar da justiça, mas não escapa do espírito da vingança, o Motoqueiro Fantasma. Ao mesmo tempo, o Hulk está destruindo Nova Iorque, e Dani Baptiste e Sara Pezinni, a Witchblade nova e a antiga, tentam salvar a cidade.

Enquanto isto, Stephen Strange, o Doutor Estranho, observa tudo com grande interesse.

A revista sairá nos EUA pelo preço de US$3.99, e terá 40 páginas. Ambas editoras estão apostando muito na edição, que marca o início da saga “First Born”, da Top Cow.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Sonja de volta as revistas!

A editora Dynamite Entertainment está ressucitando a guerreira mais perigosa de Era Hiboriana. Com os 70 anos da morte de Robert E. Howard, a maioria das suas criações estão caindo em domínio público, e aproveitando este ensejo, e os 35 anos da primeira aparição de Sonja, a Guerreira, nos quadrinhos, a Dynamite lança o esperado Giant Red Sonja 1.

A revista será dividida em várias partes, com material novo e republicações de histórias clássicas: Uma história inédita de Michael Avon Oeming e desenhada por Ron Adrian abrem a revista em formatão. Temos depois colorizações das histórias publicadas na época da Marvel ("Episode", de Conan Saga 48, por Roy Thomas e John Buscema; "Red Sonja She Devil With a Sword" de Kull and the Barbarians 2 por Roy Thomas e Howard Chaykin e "Day of the Sword" de Kull and the Barbarians 3 por Roy Thomas e Howard Chaykin).

Um grande presente para os fãs de Conan, e é claro, Sonja!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Authority, Reboot

Quando você compra uma revista de super-herois, espera ver super-seres voando através da atmosfera, ganhando velocidade até disferir aquele soco alterador-de-realidade... espera ser levado para um lugar mágico, onde os problemas do dia-a-dia são dissipados pelo balançar da teia, pelo farfalhar das asas de morcegos ou pelo calor de uma certa visão homônima.

Pois é. Quando você lê a nova série de Authority, não é exatamente isso que encontra. No primeiro número, o escriba Grant Morrison nos apresenta a um mundo com muitos problemas, com assaultos, guerras, fome, miséria... mas sem nenhum despota intergalático ou super mutantes usando spandex e se espancando pela cidade!

Ou seja, um planeta muito parecido com o nosso.

Até que Morrison introduz, no número dois (lançada quase seis meses depois da primeira!), um marinheiro chamado Ken, que é o informante do Authority naquele universo. Ken os informa sobre algo estarrecedor, que nem o poder solar de Apollo, nem as botas pesadas de Midnighter podem deter – que eles são, na verdade, personagens fictícios cujas aventuras são retratadas nas páginas de... revistas em quadrinhos!

Como fica a postura de uma equipe que se orgulha tanto de fazer a diferença, independente da contagem de corpos?

A história certamente terá um desenrolar excelente, pois nada menos pode ser esperado de Grant Morrison. Eu só acho que o traço de Gene Há deixa um pouco a desejar, e as vezes os paineis me parecem meio borrados... muito efeito Blur do Photoshop, aparentemente. Esta revista era para ter sido um dos principais lançamentos da nova Wildstorm, e infelizmente não o está sendo. Stormwatch PHD é bem melhor, e consegue ser lançada mensalmente.

A trama inicial é muito interessante. Basta ver se a dupla dinâmica Morrison/Ha vai conseguir elevar o padrão...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Y - The Last Man

Tenho quase certeza que pelo menos 80% dos leitores de quadrinhos são do sexo masculino, de 20 a 30 anos, e provavelmente solteiros. Qual deve ser o sonho dessa galera? Ficar preso dentro de uma loja de quadrinhos, de uma noite para outra, podendo ler todas as revistas? Ou ser a única opção masculina em um mundo onde, de homo sapiens portador do cromossoma Y, só existe ele? Ser a única opção de toda uma população global de mulheres não deve ser nada mal, certo?

Bom, este é o mundo de Yorick Brown, protagonista de Y - The Last Man, uma das melhores revistas publicadas em todos os tempos. Nem tudo são rosas, entretanto. Yorick, em suas aventuras desenhadas por Pia Guerra e escritas por Brian K Vaughan, passa por maus bocados. Ser o único homem vivo no mundo o coloca em uma posição peculiar. Caçado por grupos de comandos do exército Israelense, por dançarinas assassinas no Japão, por amazonas motoqueiras lésbicas no interior dos Estados Unidos... Por onde anda, ele é o centro das atenções. Tanto que, seu melhor disfarce acaba sendo uma burca – sim, esta indumentária forçada pelo Talibã acaba sendo a salvação de Brown na maioria das vezes.

Agora, os leitores mais atentos devem ter reparado que falei que Yorick é o único homo-sapiens XY. Na verdade, ele não é o único com o Y. O último homem da terra tem como bicho de estimação um pequeno macaco da raça Capuchino, macho, chamado Ampersand. Os dois foram os únicos sobreviventes, e pelo seu macaco nosso protagonista atravessa o mundo, pois Ampersand fora capturado para ser alvo de pesquisas e cruzar com outra macaca da mesma espécie. Yorick também percorre o mundo em direção a Austrália, último local de onde ele ouviu falar de sua namorada, Beth Deville.

A trama é muito bem escrita, envolvendo intrigas políticas, negociações internacionais, ações paramilitares, discussões científicas e uma boa dose de humor negro. A arte de Guerra, e através da série Goran Sudzuka e Paul Chadwick (do excelente Concreto) contribue muito para a revista. Simples e objetiva, ela sintetiza em imagens a tensão da história, e a saga do último homem da terra em busca de respostas. Yorick tem como profissão ser um “artista de fugas”, e usa seus dotes contorcionistas inumeras vezes. Suas frases de efeito também são excelentes, e as referências a cultura pop enriquecem muito a história, nos colocando lá.

Imaginem uma sociedade sem homens. Grande parte da força de trabalho é composta pelo sexo masculino. Pilotos de avião, trabalhadores da construção civil, cientistas, motoristas de onibus... a maioria é homem. Se todos morrem de uma vez só, a sociedade entra em colapso. Aviões caem, onibus e carros batem, e as nações param de funcionar. Temporariamente, é claro, mas o impacto inicial é tremendo. O monumento de Washington, por exemplo... grande símbolo fálico (como cantado por Jello Biafra vocalista dos Dead Kennedys em Stars and Stripes of Corruption, do album Frankenchrist/1985), acaba sendo um monumento aos homens mortos pela praga. Os governos se tornam matriarcais (em uma sociedade 100% feminina, este termo ainda é válido?)

Já devo ter dito isso antes, mas a Vertigo é disparada a melhor editora do mercado. Começou com revistas de tramas mais adultas, como Sandman de Neil Gaiman, evoluiu trazendo Preacher e Hellblazer, e hoje publica as melhores histórias do mercado de quadrinhos. Y-The Last Man é simplesmente espetacular. O que poderia ser uma história monótona, de somente um protagonista, é de uma riqueza tão grande, com tantos personagens secundários interessantes, que é inevitável a “sensação de quero mais” quando se termina uma revista.

Parabens Brian K Vaughan, Pia Guerra (e equipe de artistas) e Vertigo. Y já é, hoje, um clássico.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Dynamo 5

Mais um lançamento da Image Comics, de um grupo de seres super-poderosos. Neste caso, a Image criou um Super Homem, o Captain Dynamo. Antes de morrer, nosso dinâmico heroi teve cinco filhos ilegítimos, pois mesmo tendo casado com a versão-Image da Lois Lane (na verdade, seu nome é Maddie Warner), a traiu por anos, tendo dezenas de affairs ao longo da carreira.

O que Maddie decide fazer? Nada melhor para redimir seu nome que rastrear todos so filhos do Dynamo e criar um super-grupo com a filharada toda! Apresento-lhes, Dynamo 5!

O comix é escrito por Jay Faerber, e ilustrada por Mahmud Asrar. A dupla é bem competente em fazer com que esta história funcione, e os uniformes criados por Asrar, apesar de nos lembrar os X-Men originais, realmente dão certo e criam sinergia entre si.

A história também lembra os contos do Quateto Fantástico contados por John Byrne, com plots descompromissados, bem calcados no quesito super-heroi/aventura. Lembra muito o excelente Invencível, de Robert Kirkman. Se tem uma revista que vale a pena ser lida hoje em dia, Invencível é uma delas, e Dynamo 5 acabou de se juntar a lista.

quarta-feira, 28 de março de 2007

De volta ao uniforme negro

Não será somente no cinema, em Homem-Aranha 3, que o amigo da vizinhança estará usando seu uniforme preto. Aparentemente, no número 359 da revista Amazing Spider-Man, Peter Parker tira a poeira do uniforme negro. Tudo porque, de acordo com os acontecimentos de Civil War (Onde Parker revela sua identidade secreta para o mundo), todos agora sabem quem é o cabeça-de-teia.

Usando esta informação, o Rei do Crime contrata um sniper para matar Parker e sua família – e consegue balear a Tia May. Tomado pelo ódio, Peter pega seu uniforma antigo e parte para a vingança.

Este arco de histórias está se chamando Back in Black, e será desenhado por Ron Garney (Hulk, Capitão América, LJA) e escrito por J. Michael Straczynski, que deixa a revista no final do ano, sendo substituido por Phil Jimenez.

É claro que a editora Marvel não deixaria passar o gigantesco gancho que a Sony Pictures e Marvel Entertainment Group vão deixar. Com milhões de pessoas indo ao cinema ver SM3, alguns milhares vão inevitavelmente se interessar pelos quadrinhos do heroi mais perturbado de todos os tempos. Se um leigo pega uma revista do Aranha e o vê no seu uniforme tradicional, perde o “share-of-mind”, e pode perder o interesse rapidamente. Dai a importância do Aranha em seu uniforme negro.

Não, não tem nada a ver com pedidos dos fãs, nem o início de um ciclo – tem a ver, basicamente, com a melhor maneira de levar mais leitores, e consequentemente, consumidores, para os produtos Marvel!

PS. Não que eu me preocupe com isso, vou ver o filme, comprar a revista e ainda toda a coleção de bonequinhos!

terça-feira, 27 de março de 2007

Buffy está de volta!

Desde que foi encerrada pela Fox, em 2003, a série Buffy The Vampire Slayer continuou impressa, e esteve presente em mais de 100 publicações. Histórias contando o passado/presente/futuro de Buffy, Cordelia, Willow e companhia vem sendo publicadas pela Dark Horse, mas nem todas tem a mão do criador da série de TV, Joss Whedon.

Para a felicidade dos fãs, Buffy The Vampire Slayer está de volta, agora na oitava temporada. Só que não na TV, mas nas revistas! O próprio Joss re-assumiu o projeto, que teve vendagem de 100 mil revistas no relançamento! Escrita por Whedon e desenhada por Georges Jeanty, a série inicialmente teria 22 números, mas Whedon já produziu plots para mais de 50. Os números 6 a 9 serão escritos por Brian K Vaughn e Drew Goddard será o responsável pelos números 11 a 14.

Grandes autores para uma super-caçadora. Esta nova temporada promete!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Morre criador de Poison Elves

O criador do hit independente Poison Elves, Drew Hayes, teve recentemente um ataque cardíaco, vindo a falecer em sua cidade de Bellingham, Washington. O escritor/artista havia sido internado multiplas vezes no último ano, e estava com pneumonia.

Drew Hayes entrou no mercado de quadrinhos de forma independente com a revista I, Lushiphur. Logo após ele mudou o nome para Poison Elves e se mudou para a editora Sirius Entertainment. A série teve mais de 100 números, coletados em 10 TPs.

quarta-feira, 21 de março de 2007

DMZ

Quem é da minha geração certamente viu Fuga de Nova Iorque. No filme de John Carpenter, lançado em 1981, o canastrão Kurt Russel encarna Snake Plissken, ex-soldado, agora prisioneiro, numa perigosa missão para salvar o presidente dos Estados Unidos de dentro da maior penitenciária de todas – a ilha de Manhattan.

Foi bebendo dessa fonte, e de filmes com o futuro americano bastante apocalíptico, que o autor Brian Wood (dos bons independentes Channel Zero Jennie One, Couriers, Couscous Express e Demo) lançou pela Vertigo, com arte do italiano Riccardo Burchielli a excelente série DMZ. A história fala da sobrevivência do jornalista Matty Roth na manhattan de um futuro próximo, onde uma guerra civil eclode do centro dos EUA para suas costas no pacífico e atlântico – parando exatamente na cidade mais populosa de Nova Iorque. A trama é muito bem resolvida, com personagens interessantes, e mostra como o amor pelo local onde você mora, ou simplesmente a falta de opção de mudar para um lugar melhor, podem ser decisivos na sua vida.

O primeiro TP, com os números 1 a 5, nos introduzia a este mundo em guerra, com os Estados Unidos lutando em 4 paises diferentes, com o levante dos “Estados Livres da America”, e nos apresenta a uma manhattan caótica e suja, com rebeldes lutando entre sí e as tropas americanas não ajudando a população, mas somando a destruição e bagunça. Uma das coisas mais interessantes no primeiro arco é quando Matty encontra o zoológico do Central Park, e os guardas do parque. Muito bom! Para ficar melhor, a Vertigo disponibiliza, neste link, o download do primeiro número.

Recentemente foi lançada a segunda coletânea, com os números 6 a 12 da série. Neste arco entramos mais a fundo na trama, com Brian Wood explicando os motivos do levante, e como a mídia é capaz de manipular opiniões e vencer (ou iniciar) guerras. Matty consegue uma exclusiva com o lider das forças armadas dos Estados Livres, mas o resultado acaba sendo bem diferente do esperado.

A série é muito bem escrita, desenhada, e passa todo o caos e desordem que deve imperar em uma situação dessas. Vejo muitas similaridades entre o que estou lendo com a cidade onde moro, o Rio de Janeiro. Somos bairristas, vivemos em um estado de guerra civil, e a violência bate a nossa porta a toda hora. Isso faz com que DMZ seja leitura obrigatória para todo carioca – as situações são tão plausíveis que fico me perguntando se Brian Wood não escreve DMZ da cidade maravilhosa...

sexta-feira, 16 de março de 2007

Poderosa!

Não é a toa que um dos melhores nomes traduzidos de super-herois é o da Poderosa. Com esta presença, a priminha do Super-Homem acaba com qualquer super-vilão... É colocar o uniforme e peitar qualquer bandido!

Este tipo de desenho lembra muito o auge do boom da Image, onde Mark Silvestri e Rob Liefild lideravam o estilo "sou super-heroina e gostosa sim" com suas supermodelos vestidas em minúsculos uniformes.


Michael Turner, o desenhista da ilustração ao lado (que é capa da revista JLA 10), é cria da Image, portanto...

Tá explicado.

Justiça Americana

Será este o novo Capitão América? No final de Civil War 7, uma mão misteriosa pega a mascara do Capitão. Será que Frank Castle decidiu assumir o manto?

Com certeza, iria de frente com o mote que sempre dirigiu o Justiceiro: Sem capa, Sem mascara, Sem piedade. Pode muito bem ser um “hoax” da marvel, pois a revista do Justiceiro que melhor vende é a MAX, totalmente voltada para o lado “mundo real”, sem tanta interferência de super-seres.

Pessoalmente não acredito que a Marvel faria isto. Quem viver, verá.

quarta-feira, 14 de março de 2007

O fim do Sonho Americano.

Saiu na CNN, no New York Daily News, no programa Fox and Friends, FOX News, ABC News, Forbes, LA Times e no obituário da Variety.

A maior notícia no mundo do entretenimento, semana passada, foi a trágica morte de Steve Rogers.

Caso você não esteja ligando o nome a pessoa, sim, é ele, o Capitão América.

O Sonho Americano acaba de morrer.

O heroi apareceu primeiro em 1941 para lutar contra os nazistas, depois contra o comunismo, e infelizmente perece durante a guerra contra o terror.

A historia foi pensada com dois finais: no primeiro, o capitão entrega o escudo, monta na sua moto e sai America adentro. No segundo, o capitão é preso, julgado e condenado. Só que uma das mentes por trás de toda a história, Ed Brubaker, não queria contar nenhuma das duas, posi sabia que tinha algo que com certeza iria "bombar" no mercado de quadrinhos. Preferiu antecipar a volta do Caveira Vermelha, o arqui-inimigo de Rogers e "mastermind" por trás de muitos acontecimentos nesta fase Civil War, e usou o acontecimento como o grand-finale de Civil War. Brian Michael Bendis, outro dos autores da saga e do heroi concordou, e assim foi feito.

E como é a morte do Sonho Americano? Bem, com o final de Civil War, o Capitão é preso, e levado a julgamento. Mesmo sendo um agente da Shield, tendo conexões com a ONU e tendo sido militar, o governo acha mais eficaz o levar a um julgamento como cidadão civil, e ele é encaminhado para a Suprema Corte. Ao caminhar nas escadas, ele vê um ponto vermelho nas costas do policial a sua frente, característico de uma mira-laser. Em ato de supremo heroismo, o heroi se coloca na frente do policial que iria ser baleado, levando em seu peito a bala.

Assim termina a batalha para o maior heroi americano desde a segunda guerra mundial.

As implicações após o assassinato de Steve Rogers serão grande. Mercadologicamente, a Marvel atingiu o que queria, obteve uma exposição na mídia gigantesca e atiçou o mercado de quadrinhos para os próximos meses. Sairão 5 revistas contando o lamento pela morte do capt. Por 5 personagens proeminentes no universo marvel: Wolverine, Novos Vingadores, Homem de Ferro, Homem Aranha e Capt. America (com o Homem de Ferro como protagonista). O enfoque será em 5 reações diferentes referentes a morte: Negação, em Wolverine; Ira, em Novos Vingadores; Barganha, em Capt. América (novamente, com Tony Stark e o escudo do capitão); Depressão, em Homem-Aranha (quem mais?) e finalmente Aceitação, em Homem de Ferro.

A revista do Capitão continua, entretanto. No número 26 teremos a autópsia, e a partir dai toda a repercussão no universo marvel.

Vivemos num mundo capitalista. Mata-se um mito, ganha-se dinheiro. A morte é algo recorrente no mundo dos quadrinhos, e mesmo o Super-Homem, talvez ao lado do Capitão América, Batman e Homem-Aranha um dos herois mais famosos, já morreu.

Será este um prenúncio do fim do “American Way of Life”?

- - - Segue abaixo a cena final, com a morte de Steve Rogers - - -



segunda-feira, 12 de março de 2007

Witchblade - Sai Sara, entra Dani.

Tudo chega a um fim. Na verdade, eu acredito que este fim é o início de um novo ciclo, que serve para renovar. No mundo dos quadrinhos, isto sempre acontece, seja devido a saida de um roteirista, que encerra seu arco de histórias e o “cara novo” que entra acaba re-escrevendo algo, seja devido a popularidade do personagem, que as vezes pede que algo seja feito para dar um gás na revista.

Alguma dessas coisas aconteceu, pois uma das personagens mais populares da Image, Witchblade, está mudando. Depois de 100+ números, quase dez anos, teremos a detetive Sara Pezinni deixando de ser a portentora desta arma mística e letal, sendo esta assumida por Danielle Baptiste.

A mudança ocorre no número 103 da revista, escrita por Ron Marz e com arte da desenhista brasileira Adriana Melo (de Birds of Prey, entre outros). Ron Marz não é nenhum novato em relação a mudanças nos quadrinhos, foi responsável por alterações consideráveis na sua época a frente de Lanterna Verde, e assume mais uma em Witchblade. Adriana, com seu traço limpo e preciso dá contornos lindos aos personagens - esta dupla arrebenta em Witchblade.

Boatos circulam que a Top Cow, editora da revista, quer que o enfoque seja não em Sara Pezinni, mas na arma, a homônima Witchblade. A vendagem de revistas que contam histórias da Witchblade em outras épocas é muito boa, e talvez isto tenha influenciado a mudança.

Tornar na revista o foco para a arma e não em quem a empunha, entretanto, não será tão fácil. A nova personagem, Dani Baptiste, é recem-formada em dança, ainda está se descobrindo no mundo... isto abre diversas possibilidades para o roteirista explorar o lado “humano” da personagem, algo que é feito com grande sucesso nas revistas do Homem Aranha. Outro ponto forte da nova trama é o motivo da mudança de Sara para Dani – Sara Pezinni está grávida, e não sabe por quem! Deixar de explorar este gancho é jogar fora uma oportunidade de ouro, que Marz com certeza não fará.

Bons ventos sopram na direção de Witchblade. Quem viver, verá!